Parcerias com editoras

em sexta-feira, 18 de dezembro de 2020

O fim do ano chegou e com ele veio aquela época em que a maioria das editoras publicam seus editais de seleção para parceiros. Apesar do blog ter sido criado ano passado, só este ano me arrisquei a tentar parceria com editoras e consegui a minha primeira parceria

Como eu estou de olho nos processos seletivos que estão abertos, achei que seria interessante trazer para o blog um breve compilado das editoras que estão com processos seletivos abertos, para o caso de algum leitor aqui do blog se interessar em participar.

Eu não sou nenhuma "expert" no assunto parceria, afinal consegui a minha primeira parceria este ano. Mas eu já consegui perceber algumas coisas que as editoras avaliam. A primeira delas é a estrutura e qualidade das resenhas. Em geral a editora vai pedir para você enviar uma resenha que você tenha feito, para que eles possam avaliar a sua forma de escrita e o quão detalhista e crítico você é com a obra. Também irão avaliar a qualidade das fotos e vídeos (principalmente se o seu principal for visual, como o Instagram e o Youtube), a sua frequência de postagens e o seu engajamento (que está relacionado aos comentários, curtidas e outras formas de interação que você recebe no seu conteúdo). É bem importante ser sincero com a editora a respeito de todas as suas métricas (que são as suas impressões, o seu alcance e todo o engajamento da suas redes).

Outra coisa muito importante é ver se a editora publica livros do seu nicho. Eu, por exemplo, leio livros com as temáticas terror, policial, suspense, romance, distopia e fantasia. Não adianta eu tentar uma parceria com editora de livros de auto ajuda, porque não são leituras que fazem o meu estilo. Além disso, mesmo dentro de um gênero pode haver algum conteúdo que não consumimos. No meu caso eu não leio livros de romance erótico (o livro pode até ter cenas +18, como por exemplo os livros da Nora Roberts, mas se o foco do livro for esse, ele não se enquadra no meu tipo de leitura), então eu não tento parcerias que tenham este tipo de livro como foco e sempre aviso a editora (ou autor) que não leio livros do gênero.


Editoras com parcerias abertas

Editora Corvus
Término: 19/12/2020
Resultado: 30/12/2020
Onde inscrever

Editora Bookmarks
Término: 26/12/2020
Resultado: 10/01/2021
Onde inscrever

Editora All Book
Término: 20/12/2020
Resultado: 31/01/2021
Onde inscrever

Grupo Editorial Quimera
Término: 31/01/2021
Resultado: fev/2021
Onde inscrever


Conforme as editores forem abrindo novos processos seletivos, eu irei atualizando o post. Desejo boa sorte a todos que forem tentar as seleções!

[Resenha #10] O Cemitério - Stephen King

em domingo, 20 de setembro de 2020

Louis Creed é um médico recém contratado por uma universidade que acredita que encontrou seu lugar em uma pequena cidade do Maine. Ele está feliz com seu novo trabalho, com sua nova casa, a esposa Rachel e seus dois filhos Ellie e Gage. Louis rapidamente faz amizade com um casal de idosos que mora do outro lado da estrada, Jud e Norma Crandall. 

A propriedade de Louis conta com uma extensa área e abriga um "semitério" dos bichos, onde as crianças e jovens enterram seus animaizinhos que morreram. Logo quando se mudam para a casa, Jud leva a família Creed para conhecer o local. Outra informação importante que Jud dá a Louis é sobre a estrada na qual a propriedade se situa: vários animaizinhos já morrem atropelados lá, então o melhor a se fazer é manter Church, o gato da família, dentro de casa.

Mesmo com o aviso do amigo, Church acaba sendo atropelado na estrada. Pensando em todo o apego que Ellie tem com o gato e o fato de que ela ainda não está preparada para lidar com o conceito da morte, Jud leva Louis para um terreno além do "semitério", o Cemitério Micmac. Os dois enterram Church ali e para a total descrença do médico, no dia seguinte Church está de volta. Um pouco diferente do que ele era antes, mais abobado e com um estranho cheiro de terra, mas vivo!

Acredito que esta talvez seja a resenha mais difícil que eu já escrevi (e olha que eu já escrevi muitas no Lívia Neves Blog e no falecido Sweet Books). Acho que talvez por ter começado esta leitura sem pretensão nenhuma, apenas para acompanhar um clube de leitura que participo e este livro se tornou o meu favorito do Stephen King e um dos meus favoritos da vida. Então se torna uma grande responsabilidade colocar em palavras tudo o que senti ao ler este livro a ponto dele se tornar um favoritado.

Minha relação com o gênero terror começou quando eu era pequena e acompanhava meus irmãos e primos nas sessões de filmes de horror. Me tornei uma fã do gênero. E como boa leitora e fã de terror, eu não poderia deixar de ler os livros de Stephen King. Quem conhece as obras do autor sabe como ele consegue construir uma história que te envolve até o fim. Talvez o início seja um pouco difícil, porque se tem algo que o King gosta de fazer é construir a história tijolinho por tijolinho, ambientando a obra e descrevendo os personagens com riqueza de informações.

O Cemitério foi assim. Ele construiu uma história de terror. Logo que Louis começa a trabalhar na universidade ele atende um jovem chamado Pascow que acabou de sofrer um acidente e acaba falecendo. Louis não tinha muito o que fazer pelo rapaz, ele estava praticamente morto quando chegou. Mas a forma como Pascow morreu e o sonho que Louis tem com ele logo no início do livro mexeram comigo. Eu tive um sonho com o Pascow. Não cheguei a ter medo, mas o fato de sonhar com isso mostra o tipo de terror que King consegue fazer: aquele que mexe com sua cabeça.

Dito isto, eu poderia passar um bom tempo escrevendo aqui sobre como Ellie é a minha personagem favorita de todo o livro, sobre Oz "o Gande e Teível", sobre como eu amei a presença de Church na história (sou a louca dos gatos), como eu gostei da amizade que se desenvolveu ente Jud e Louis ou sobre como o livro é pesado (acredite em mim, tem ao menos uma cena em que você precisa parar para respirar um pouco). Mas acho que se eu ficasse entrando em detalhes sobre isso, gastaria um bom tempo e ainda sim não colocaria em palavras o meu sentimento com relação a este livro.

O Cemitério é apenas uma obra-prima do terror. Tentar descrever este livro é uma tarefa difícil. É um livro que precisa ser lido para que cada um forme sua opinião. Eu nunca me senti tão angustiada quanto me senti com esta leitura e até agora, quase um mês depois de terminar  livro, ainda estou digerindo  o final.

Título: O Cemitério
Autor: Stephen King
Editora: Suma
Onde comprar: Amazon

[Resenha #09] Yamesh: Onde nasce a consciência - Feu Franco

em sexta-feira, 11 de setembro de 2020

Em Yamesh conhecemos Austin, um programador Júnior da empresa Ninatec, que um dia criou um perfil em um aplicativo de namoro e conheceu Shay. Ela é uma garota que sabe o que quer e corre atrás para alcançar seus objetivos. Um dia acabam se encontrando e Austin acaba vivenciando, literalmente, uma experiência mágica. Ele entra na chama gnose, uma forma de conhecer "outros mundos". Todos os indivíduos tem uma "réplica" sua em outros planetas e Austin acaba indo parar no corpo de Rihu, um guerreiro de Yamesh que seria sua "réplica".

Aqui a Terra se chama Malehk. E Yamesh é um mundo parecido, mas completamente diferente. É um mundo em que plantas e animais são diferentes daqueles que conhecemos. As pessoas vivem em uma sociedade estruturada de forma diferente, não existem posses, nem dinheiro. As pessoas trocam trabalho ou bens materiais por outros bens.

Austin demora um pouco a se acostumar com o que está passando ao assumir a vida de Rihu. Em Malehk ele era apenas um nerd e agora em Yamesh é o guerreiro responsável por lutar em uma grande guerra cujo objetivo é restaurar a paz em Yamesh.

Yamesh foi um livro cujo inicio não foi fácil de ser lido. Achei muito parado e eu não estava entendendo bem o que estava acontecendo pois o autor lança palavras e termos que ainda não compreendemos bem (como gnose ou o que são os 51% que ele tanto fala). É um livro complexo, mas quando começamos a entender o mitologia que Feu Franco criou a leitura passa a se tornar fluida e você só quer saber de ler e ler mais.

Um dos aspectos que mais me cativou durante a leitura foi a quantidade de referências que Feu Franco faz ao longo de seu livro: Alice no país das maravilhas, The big bang theory, O rei leão, The legend of Zelda, Stephen King e muitas outras. Basicamente, em cada capítulo ele fez pelo menos uma referência a algum filme/livro/série ou a alguém. E eu adoro pegar referência assim em livros, porque nos dá ideia de quais foram as inspirações que o autor usou para criar aquela história.

Outro ponto positivo que encontrei no livro foi o desenvolvimento dos personagens. Yamesh não fica focado apenas em Austin/Rihu, embora toda a história se passe através dos olhos dele. Eu particularmente gostei muito da Kara e da forma como o autor retratou a guerreira a descoberta de sua sexualidade (ao menos me pareceu que Kara estava ainda descobrindo o que sentia). Também gostei das Feylas e de saber que elas não precisam ser necessariamente monstros. Fiquei me perguntando inclusive se o nome da Arya teria alguma relação com Game of Thrones e também como faço para adotar uma haha.

Além de toda uma nova realidade, Feu trouxe para a história elementos comuns ao nosso dia a dia, que são delicados e que precisam ser mais retratados na literatura, como o assédio que mulheres sofrem em seu local de trabalho ou o respeito ao outro dentro de um relacionamento (e aqui, digo respeito ao outro como indivíduo, que quer continuar tendo a sua individualidade).

Yamesh é uma fantasia nacional que me surpreendeu muito pela complexidade do universo que foi criado em toda a sua riqueza de detalhes.


Título: Yamesh - Onde nasce a consciência
Autor: Feu Franco
Onde comprar: Amazon
*e-book atualmente disponível no Kindle Unlimited