Livros, filmes e séries favoritas de outubro - saldão Creepytober

em segunda-feira, 1 de novembro de 2021

Olá, olá! Quem é vivo sempre aparece e depois de quase um ano sem postar nada, aqui estou eu. Outubro é o mês do Halloween e é o mês da melhor maratona de terror do Instagram, a Creepytober. Participo da maratona desde 2019 e gosto muito porque me ajuda a manter um bom ritmo de leituras.

Leituras

Como sempre, minhas metas foram ousadas. Eu não consigo fazer uma TBR curtinha, primeiro porque eu quero ter a oportunidade de escolher minha leitura ao longo do mês de acordo com a vontade do momento e em segundo porque eu sempre acho que vou conseguir ler mais do que eu realmente leio. A minha lista de livros para esse mês tinha 15 livros, mas eu flopei de verdade.

Comecei o mês lendo O Homem da Forca da Shirley Jackson, que foi uma das leituras coletivas da maratona. O livro conta a história de Natalie Waite, que aos dezessete anos sai da casa de seus pais para começar a faculdade. Enquanto lia, só conseguia pensar em como a autora fez uma bagunça com o livro, que começa mesclando partes de um domingo de Natalia e conversas com o um detetive a respeito de algum crime. O início parecia muito promissor, mas a Shirley mistura 3 momentos diferentes, não desenvolve a fundo nenhum deles e ficamos sem entender o que está acontecendo. Não ouso dizer que o livro seja ruim, porque acredito que pra falar isso, deveria tocar em aspectos que eu não sou qualificada para falar, mas a história simplesmente não funcionou pra mim. Achei confuso demais. Mas um ponto positivo eu tenho que ressaltar, a escrita da Shirley Jackson é muito fluida. Mesmo não curtindo muito o livro, a escrita dela me prendeu e achei a muito rápida.

Os outros livros eu vou falar aqui brevemente, pois acredito que farei resenha deles. O Homem de Giz da CJ Tudor é um livro que gira em torno de um crime cometido em 1986 pelo chamado homem de giz devido ao fato de o assassino deixar desenhos de bonecos palito de giz na cena do crime. A ideia de forma geral foi boa, mas acho que o livro não foi bem executado. Tudor disse que se inspira no Stephen King e deixou algumas referências na história, mas eu achei algumas coisas muito iguais a It. Talvez O Homem de Giz funcione melhor pra quem ainda não leu o livro do King. 

Noturno, do Guillermo del Toro e Chuck Hogan, foi a segunda leitura coletiva da Creepytober. O livro começa com um avião "morto" no aeroporto JFK: luzes apagadas, motores parados, comunicação falha, nenhum movimento no interior. Aos poucos vamos descobrindo a existência de um vírus mortal. Foi um dos melhores livros que li este ano. Eu gostei muito da abordagem científica que os autores trouxeram para o vampirismo. E um detalhe que gostaria de comentar é como se assemelha com os dias atuais devido à pandemia do SARS-CoV-2.

A Volta do Parafuso, de Henry James, é um livro curtinho de 160 páginas que originou a série A Maldição da Mansão Bly. A história gira em torno de uma professora, que se muda para uma mansão para se tornar a tutora de duas crianças órfãs. O início de seu trabalho é bastante tranquilo e a tutora vai desenvolvendo um carinho pelas crianças, que são descritas como angelicais, mas com o passar do tempo a estadia na casa vai se tornando complicada devido à aparições de fantasmas. Eu assisti a série no início deste ano e comparando com o livro, prefiro a série (mesmo com as diferenças em relação ao livro) pois acho que o livro deixou algumas perguntas sem respostas, enquanto que o roteiro da série parece ter se atentado a preencher parte dessas lacunas.

E teve HQ em outubro! Eu estou numa enrolação para ler Chilling Adventures of Sabrina. Li os três primeiros volumes em 2020 e quero ler os volumes que estão no Kindle Unlimited ainda esse ano. Comecei a ler por causa da série da Netflix, mas confesso que o fato das histórias serem diferentes me desanimou um pouco, porque passei a odiar alguns personagens que eu amo na série. Não esperava a morte que teve nesse volume (#4), mas não achei ruim... vamos ver como vão ser os próximos volumes.

Filmes

Mês de Creepytober é mês de filme todo fim de semana. O primeiro foi Assim na terra como no inferno, no qual um grupo de arqueólogos está em busca de um tesouro perdido nas catacumbas abaixo de Paris. Os tuneis abaixo da cidade revelam um segredo capaz de mexer com os maiores medos e culpas de cada um. Sobre esse filme eu só digo uma coisa: que povo burro! "Olha, um telefone fixo tocando aqui nas catacumbas, num corredor desconhecido e bloqueado por ossos humanos, tá tudo normal, vamos continuar". Slender Man: pesadelo sem rosto, parecia ser um bom filme, mas não foi. Novamente: povo burro! "Eu invoquei o slender man, minha amiga sumiu, vou ali na floresta sozinha no meio da noite porque é super normal fazer isso".

Fuja foi um super acerto. Tem Sarah Paulson linda e maravilhosa no elenco, então não poderia ser diferente. O filme conta a história de Chloe, que após anos vivendo em uma cadeira de rodas e sendo cuidada por sua mãe, começa a desconfiar que há algo de errado quando não recebe nenhuma resposta da universidade e sua médica troca seu remédio. Sarah Paulson e Kiera Allen entregaram tudo! 

Estes três filmes estão disponíveis na Netflix.

Agora o melhor deles foi Escape Room, que está disponível no Prime Video. Esse filme é muito bom! Tem uma vibe Jogos Mortais porém mais moderno e com um vilão movido a dinheiro. Neste filme 6 pessoas estão participando de um jogo de escape room no qual as pessoas ficam presas em uma sala e tem que reunir pistas para escapar. O que estes 6 desconhecidos não sabiam é que na verdade o jogo não é uma brincadeira e sim uma luta pela própria vida. Eu nem tenho muito o que falar sobre o filme, porque foi muito bom mesmo! Todas as salas do jogo são bem elaboradas e aos poucos vamos conhecendo mais sobre cada personagem e entendendo o que motivou cada um a estar ali. O filme tem continuação, que foi lançada em setembro desse ano e eu já quero assistir.

Séries

Não assisti muita série, mas comecei a terceira temporada de American Horror Story, Coven. Em breve eu voltarei aqui pra falar dessa série porque ela é maravilhosa demais e merece destaque. A série está disponível no Globoplay e Prime Video (acho que Star+ também, mas não sou assinante).

Parcerias com editoras

em sexta-feira, 18 de dezembro de 2020

O fim do ano chegou e com ele veio aquela época em que a maioria das editoras publicam seus editais de seleção para parceiros. Apesar do blog ter sido criado ano passado, só este ano me arrisquei a tentar parceria com editoras e consegui a minha primeira parceria

Como eu estou de olho nos processos seletivos que estão abertos, achei que seria interessante trazer para o blog um breve compilado das editoras que estão com processos seletivos abertos, para o caso de algum leitor aqui do blog se interessar em participar.

Eu não sou nenhuma "expert" no assunto parceria, afinal consegui a minha primeira parceria este ano. Mas eu já consegui perceber algumas coisas que as editoras avaliam. A primeira delas é a estrutura e qualidade das resenhas. Em geral a editora vai pedir para você enviar uma resenha que você tenha feito, para que eles possam avaliar a sua forma de escrita e o quão detalhista e crítico você é com a obra. Também irão avaliar a qualidade das fotos e vídeos (principalmente se o seu principal for visual, como o Instagram e o Youtube), a sua frequência de postagens e o seu engajamento (que está relacionado aos comentários, curtidas e outras formas de interação que você recebe no seu conteúdo). É bem importante ser sincero com a editora a respeito de todas as suas métricas (que são as suas impressões, o seu alcance e todo o engajamento da suas redes).

Outra coisa muito importante é ver se a editora publica livros do seu nicho. Eu, por exemplo, leio livros com as temáticas terror, policial, suspense, romance, distopia e fantasia. Não adianta eu tentar uma parceria com editora de livros de auto ajuda, porque não são leituras que fazem o meu estilo. Além disso, mesmo dentro de um gênero pode haver algum conteúdo que não consumimos. No meu caso eu não leio livros de romance erótico (o livro pode até ter cenas +18, como por exemplo os livros da Nora Roberts, mas se o foco do livro for esse, ele não se enquadra no meu tipo de leitura), então eu não tento parcerias que tenham este tipo de livro como foco e sempre aviso a editora (ou autor) que não leio livros do gênero.


Editoras com parcerias abertas

Editora Corvus
Término: 19/12/2020
Resultado: 30/12/2020
Onde inscrever

Editora Bookmarks
Término: 26/12/2020
Resultado: 10/01/2021
Onde inscrever

Editora All Book
Término: 20/12/2020
Resultado: 31/01/2021
Onde inscrever

Grupo Editorial Quimera
Término: 31/01/2021
Resultado: fev/2021
Onde inscrever


Conforme as editores forem abrindo novos processos seletivos, eu irei atualizando o post. Desejo boa sorte a todos que forem tentar as seleções!

[Resenha #10] O Cemitério - Stephen King

em domingo, 20 de setembro de 2020

Louis Creed é um médico recém contratado por uma universidade que acredita que encontrou seu lugar em uma pequena cidade do Maine. Ele está feliz com seu novo trabalho, com sua nova casa, a esposa Rachel e seus dois filhos Ellie e Gage. Louis rapidamente faz amizade com um casal de idosos que mora do outro lado da estrada, Jud e Norma Crandall. 

A propriedade de Louis conta com uma extensa área e abriga um "semitério" dos bichos, onde as crianças e jovens enterram seus animaizinhos que morreram. Logo quando se mudam para a casa, Jud leva a família Creed para conhecer o local. Outra informação importante que Jud dá a Louis é sobre a estrada na qual a propriedade se situa: vários animaizinhos já morrem atropelados lá, então o melhor a se fazer é manter Church, o gato da família, dentro de casa.

Mesmo com o aviso do amigo, Church acaba sendo atropelado na estrada. Pensando em todo o apego que Ellie tem com o gato e o fato de que ela ainda não está preparada para lidar com o conceito da morte, Jud leva Louis para um terreno além do "semitério", o Cemitério Micmac. Os dois enterram Church ali e para a total descrença do médico, no dia seguinte Church está de volta. Um pouco diferente do que ele era antes, mais abobado e com um estranho cheiro de terra, mas vivo!

Acredito que esta talvez seja a resenha mais difícil que eu já escrevi (e olha que eu já escrevi muitas no Lívia Neves Blog e no falecido Sweet Books). Acho que talvez por ter começado esta leitura sem pretensão nenhuma, apenas para acompanhar um clube de leitura que participo e este livro se tornou o meu favorito do Stephen King e um dos meus favoritos da vida. Então se torna uma grande responsabilidade colocar em palavras tudo o que senti ao ler este livro a ponto dele se tornar um favoritado.

Minha relação com o gênero terror começou quando eu era pequena e acompanhava meus irmãos e primos nas sessões de filmes de horror. Me tornei uma fã do gênero. E como boa leitora e fã de terror, eu não poderia deixar de ler os livros de Stephen King. Quem conhece as obras do autor sabe como ele consegue construir uma história que te envolve até o fim. Talvez o início seja um pouco difícil, porque se tem algo que o King gosta de fazer é construir a história tijolinho por tijolinho, ambientando a obra e descrevendo os personagens com riqueza de informações.

O Cemitério foi assim. Ele construiu uma história de terror. Logo que Louis começa a trabalhar na universidade ele atende um jovem chamado Pascow que acabou de sofrer um acidente e acaba falecendo. Louis não tinha muito o que fazer pelo rapaz, ele estava praticamente morto quando chegou. Mas a forma como Pascow morreu e o sonho que Louis tem com ele logo no início do livro mexeram comigo. Eu tive um sonho com o Pascow. Não cheguei a ter medo, mas o fato de sonhar com isso mostra o tipo de terror que King consegue fazer: aquele que mexe com sua cabeça.

Dito isto, eu poderia passar um bom tempo escrevendo aqui sobre como Ellie é a minha personagem favorita de todo o livro, sobre Oz "o Gande e Teível", sobre como eu amei a presença de Church na história (sou a louca dos gatos), como eu gostei da amizade que se desenvolveu ente Jud e Louis ou sobre como o livro é pesado (acredite em mim, tem ao menos uma cena em que você precisa parar para respirar um pouco). Mas acho que se eu ficasse entrando em detalhes sobre isso, gastaria um bom tempo e ainda sim não colocaria em palavras o meu sentimento com relação a este livro.

O Cemitério é apenas uma obra-prima do terror. Tentar descrever este livro é uma tarefa difícil. É um livro que precisa ser lido para que cada um forme sua opinião. Eu nunca me senti tão angustiada quanto me senti com esta leitura e até agora, quase um mês depois de terminar  livro, ainda estou digerindo  o final.

Título: O Cemitério
Autor: Stephen King
Editora: Suma
Onde comprar: Amazon